quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Analfabetismo: Uma forma de exclusão

A muitos anos atras predominava no Brasil a escravidão. Todo e qualquer negro era obrigado a trabalhar de graça para seus senhores, e eram privados de qualquer tipo de alfabetização, ou religiosidade. Passaram-se alguns anos, e acabaram-se os escravos, mas ainda assim continuou o preconceito com negros, que claramente enfrentamos até hoje. Mas o foco desse texto nao é o preconceito e sim o analfabetismo. Antigamente aqui no Brasil também, mulheres, idosos, pobres, negros e analfabetos eram proibidos de votar, ou seja, quem predominava era a burguesia, apenas jovens, brancos e ricos tinham o devido acesso a educação.
Hoje em dia isso mudou muito, qualquer um tem o direito de estudar, independente de cor ou classe social. Atualmente ser analfabeto é algo muito complicado, e quanto mais o tempo passa, apenas ser alfabetizado nao basta, temos que ter o ensino medio completo, faculdade, cursos tecnicos e etc. Talvez um bom exemplo a ser citado quanto a isso é sobre o deputado Tiririca que foi eleito em São Paulo, a pouco tempo decobriram que ele pode ser analfabeto, e a primeira providencia que eles quiseram tomar foi afastar ele do seu cargo até poder comprovar que é totalmente alfabetizado. Mas sera que essa decisão é totalmente correta? Há quem diga que não, ao meu ver sim pois um deputado analfabeto, do que adiantaria? Mas também não é essa a discussão de agora.
Bom, até agora eu falei apenas sobre os problemas, digamos que "grandes", e os do cotidiano, os que todas as pessoas analfabetas passam no seu dia-a-dia? Como por exemplo entrar em um restaurante e nao saber ler o cardápio, ou nao poder ler o jornal pela manhã por nao entender nada.
Acho que isso é um problema muito grave que esta sim diminuindo com o tempo mas esta longe de se acabar, mesmo com escolar acessiveis, para todas as idades, existem muitos adultos que tem vergonha de entrar em uma escola, vergonha de mostrar que não sabe ler. Por fim, claro que a alfabetização é algo essencial, de uma certa forma até indispensavel, porém, para mim o mais importante continua sendo a pessoa se aceitar do jeito que ela é, e correr atras do seus sonhos.